A evolução digital corporativa no Brasil e no mundo

A evolução digital corporativa no Brasil e no mundo

Por Juliana Trindade Esteves*

A evolução digital corporativa no Brasil e no mundo

A evolução tecnológica está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, se transformando em alta velocidade. Afinal, enquanto o rádio demorou anos para alcançar milhões de ouvintes, o Facebook atingiu a marca de 100 milhões de usuários em um ano. Apesar da existência da inovação no dia a dia, o mundo corporativo ainda caminha para alcançar o mesmo patamar. Novas tecnologias e tendências costumam ter grande resistência por parte dos tomadores de decisão. No mercado de digitalização, por exemplo, por mais que as companhias tenham a consciência da necessidade de serviços desse tipo, o setor ainda sofre com a resistência das corporações.

Muitas vezes, as empresas identificam o processo de digitalização como um novo custo e não como um investimento futuro. A tecnologia necessária, dependendo do tamanho do negócio, pode apresentar um valor elevado, que em conjunto com a barreira que algumas pessoas possuem em acreditar que precisam manter a versão física do documento, dificultam o avanço no setor.

No Brasil, mesmo com a forte aderência às novas tecnologias digitais e mobile, existem outros obstáculos. A Resolução nº 4.474, que regula a digitalização e gestão de documentos digitalizados relativos às instituições financeiras, por exemplo, não representou grande avanço, pois as próprias entidades do setor financeiro ainda não chegaram em um consenso sobre o modelo ideal.

Em contrapartida, a área de recursos humanos, embora seja a que mais precisa guardar o documento físico, é a que possui maior quantia de regulamentações e, consequentemente, maior suporte referente à facilidade de acesso, representando o setor com maior potencial para aderir à digitalização em um curto período de tempo.

Apesar da necessidade das regulamentações nos mais variados segmentos, o mercado não sofrerá nenhuma mudança brusca enquanto houver a insegurança, por parte das empresas, referente ao descarte da versão física dos documentos.

Os negócios que já fazem a digitalização e a gestão deles encaram o trabalho como um investimento, percebendo a necessidade da mudança dos processos para poderem se manter em crescimento.

*Juliana Trindade Esteves é gerente de desenvolvimento da Access, segunda maior empresa do mundo no segmento de gestão de documentos e informações, presente nos Estados Unidos, Austrália, Brasil, Costa Rica, Panamá e Trinidade e Tobago.